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E como a moda agora é escrever sobre as eleições - sim, porque as eleições acendem uma parcela da população que (assim como o Tiririca) não sabem e nunca vão saber o que faz um deputado federal - estou eu aqui escrevendo sobre esse tão democrático evento. Eu, particularmente, adoro ir votar. Adoro ficar encarando as pessoas na fila, ou observando alguns que disfarçadamente pegam os papeizinhos dos bueiros com uma cara de "ufa, descobri em quem votar." Adoro mais ainda entrar na sala, apertar os botões da urna e saber que aqueles números têm uma proporção gigantesca quando falamos de um país como o Brasil. Uma democracia. Ah, a democracia! Aquele palhaço do tiririca (não estou fazendo gozação, ele é realmente um palhaço profissional), foi o deputado federal mais votado depois do Enéas (aquele do "meu nome é Enéas!). Grande democracia! Eu não conheço ninguém que votou no palhaço, mas conheço quem votou no Serra, o que é quase a mesma coisa, tirando que o Serra não é um palhaço profissional.
Conheço também gente que votou na Dilma, a grande (sim, enorme!) e carismática candidata do PSDB, ops, desculpem, do PT. É que às vezes eu confundo. O que muda é que ela é uma palhaça gorda. Mas a grande maioria que conheço votou na Marina, a grande espectadora dos palhaços e defensora das plantinhas do Brasil! Ela não é uma palhaça mas é como se fosse uma, uma vez que é filiada ao PV - Partido Verde. Nem falo do Plínio porque o Plínio é um palhaço mesmo, tipo o Tiririca. É daquele Partido do Sol e defende a educação e o sol - mais conhecido como socialismo e liberdade (hahahaha, desculpa, eu tive que rir nessa parte). O Plínio é o único palhaço sério mas ninguém votou nele. Oras, ninguém aqui vota em palhaço sério.
Aí eu estava assistindo à apuração dos votos e roendo todas as minhas unhas (os pedaços que sobraram) e eis que surge o Maluf! Sim, aquele mesmo, velho conhecido da corrupção e dono do brilhante jargão "roubo mas faço". Sim, ele foi eleito pela nossa maravilhosa democracia brasileira. Aí não bastasse ouço a Waldvogel nos contando alegremente que o Alckmin havia sido eleito governador de São Paulo no primeiro turno. Naquele momento eu não tinha mais unhas.
A apuração para presidente demonstrava que provavelmente haveria um segundo turno entre nossos queridos candidatos - a tucana Dilma (desculpem, só coloquei assim pra ver como soaria, e, pasmem, soou bem!) e o carismático porém careca Serra. Fiquei feliz por um momento, um ínfimo momento! A perua gorda da Dilma não ganhara no primeiro turno. Depois parei e pensei que, puxa, o Serra tinha ido pro segundo turno. Aí pensei com os meus botões: "Você nunca está satisfeita com nada mesmo, pare de reclamar." "Mas o Serra foi para o segundo turno!!! O Serra, aquele-que-não-se-deve-eleger!" Meus botões nunca me entenderiam. Votar no Serra é um pecado, votar na Dilma é um...pecado. Oh, Deus! O que fazer? Anular? Mas anular parece tão sem graça, tão sem voz. Anular,que tristeza!
Hoje é meu aniversário. Hoje não, na verdade foi ontem. Eu estava passeando com o meu cachorro pelas ruas do bairro, observando a sujeira eleitoral (uau, trocadilho pobre!) pelas ruas e pensando: "A Dilma é ruim, o Serra é péssimo, a Dilma é careca (sim, ela usa uma peruca cara e horrorosa) e o Serra também." Foi assim que olhei para o meu cachorro e lá estava ele, fazendo suas necessidades em cima de um papelzinho onde se lia: "Para o Brasil seguir mudando."
Sorri para a espontaneidade do meu cachorro.
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